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sábado, 23 de novembro de 2019

Instrumental poesia com Coletivo Capim Novo


(Instrumental poesia no SESC Av. Paulista 
com Coletivo Capim Novo,
7 poemas do livro Câmera lenta 
20/09/2019, vídeo de Fábio Scucuglia)

domingo, 4 de novembro de 2018

Parque das ruínas [2018]



Parque das ruínas
[São Paulo: Luna Parque, 2018]
Composto por dois poemas ("Parque das ruínas" + "O poema no tubo de ensaio") + 1 P.S.
Posfácio de Joana Matos Frias.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Eco



"eco" é um díptico
e está exposto até 5/5/18
no centro hélio oiticica,
numa coletiva sobre poesia expandida
com uma turma incrível
& curadoria da Pollyana Quintella (mais dados aqui)

o trabalho que fiz é composto por um áudio (este acima)
e por um livro "apagado", "riscado", "censurado":
nele pulsam apenas as ocorrências da palavra "coração".

parti do coração da rosa batendo no ultrassom
para uma pesquisa sobre o coração na poesia brasileira.
dessa pesquisa, selecionei um livro
para apagar e expor:
abaixo algumas imagens do livro já "apagado"
(as duas primeiras da Jessica di Chiara,
tiradas lá mesmo na exposição)

e por fim lembro essa anedota do joão cabral
em um encontro com vinicius de moraes
em que cabral teria cobrado de vinícius
o excesso de coração na poesia e cancioneiro do colega:
"você não sabe cantar outra víscera?"

para quem disse que não falo de coração,
agora sou sentimental.









terça-feira, 13 de março de 2018

A poesia é uma forma de resistores? -- Marília Garcia



leitura do poema "a poesia é uma forma de resistores?" 
do livro Um teste de resistores (2014)
+ algumas imagens selecionadas e editadas do filme 
"Diário", de David Perlov

as imagens de perlov são do período em que ele vem ao brasil 
no início dos anos 1980

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

sexta-feira, 28 de julho de 2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

"O que ela vê quando fecha os olhos?" -- Marília Garcia




trechinho do poema "Pelos grandes bulevares" (do livro câmera lenta)
com algo de gertrude stein, de anohny, de godard e da via dutra...

domingo, 22 de junho de 2014

"Blind light" (excerto) -- Marília Garcia


1.
no filme pierrot le fou de jean-luc godard
tem uma cena em que os amantes ferdinand e marianne 

estão fugindo em um carro conversível vermelho
por uma estrada ensolarada
no litoral sul da
frança


nesta cena de pierrot le fou
a câmera filma os dois a partir do banco de trás do carro

nesta cena de pierrot le fou
o ponto de vista do espectador é de quem está de fora 
porque os dois estão de costas para a câmera
apesar disso a estrada vai se abrindo à frente
e o movimento carrega todo mundo pra dentro da história


nesta cena de pierrot le fou
o diálogo que ocorre entre ferdinand e marianne
tem um tom bastante leve
para a gravidade do assunto
eles discutem o que farão agora
depois de fugirem juntos depois que ele largou mulher e
filha 
depois de se envolverem com tráfico de armas
com um assassinato e de roubarem este carro
ferdinand quer parar em alguma praia tranquila
e
ficar com marianne por um tempo
ferdinand diz mais de uma vez que está apaixonado
mas marianne responde que eles precisam de dinheiro
ela sugere que procurem seu irmão para conseguirem grana 

e poderem ir para um hotel chique se divertir

nesse momento ferdinand se vira
olhando para trás na direção da câmera
e diz                                 
– estão vendo
ela só pensa em se divertir
marianne se vira também olhando para trás
na direção da câmera
e pergunta pra ele                      –
com quem você está falando?
ao que ele responde                   – com o espectador

esse curto diálogo de pierrot le fou
contribui para dar ao filme sua dimensão de filme 
de algum modo essa menção ao espectador
fura o
filme e insere nele uma espécie de
corte
interrupção
que dá a ver mais concretamente
a dimensão da
montagem no cinema
a mídia que poderia passar desapercebida
no produto
final
irrompe no
filme criando uma descontinuidade


o que sinto ao pensar em você
ela disse
é um furo

se penso na poesia
quais recursos                ao lado do corte 

poderiam contribuir para tornar o poema 
um poema


*******

este é um fragmento do poema "blind light"
primeiro poema do meu novo livro, um teste de resistores.
um teste de resistores está no prelo e sairá pela 7letras no segundo semestre.
em breve, mais notícias.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Açaí ou Cine Paissandu para Aníbal Cristobo



em 2008, o aníbal já estava morando em barcelona
em 2008, o aníbal tinha um diário online
em 2008, o aníbal escreveu 366 posts neste diário
o diário se chamava kriller 2008, yo debería estar haciendo otra cosa 
http://cristobo.livejournal.com/
um dia, em 2008, o aníbal cristobo me pediu para ocupar seu diário
esse dia foi o último dia do cinema estação paissandu
neste dia ocupei seu diário levando o aníbal para um açaí virtual

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A garota de belfast ordena a teus pés alfabeticamente – Marília Garcia




em 2008, participei da antologia a nossos pés, em homenagem a ana c., organizada pelo manoel ricardo de lima e publicada pelas editoras da casa e dantes. 
coloquei o a teus pés em ordem alfabética e depois escrevi um poema, usando alguns trechos da letra a. agora o poema virou um vídeo neste mashup de a téus + imagens tiradas do je, tu, il, elle, de chantal akerman, feito para o blog da companhia das letras, por ocasião do lançamento do poética, da ana c. (http://www.blogdacompanhia.com.br/2013/12/homenagem-a-ana-c-por-marilia-garcia/) 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Antes do encontro


antes do encontro, vi um filme do leos carax / depois do filme, fui para o encontro / mas antes do encontro fiz um poema sobre o filme chamado antes do encontro / depois do filme fiz um poema chamado antes do encontro antes de ir para o encontro / e antes do encontro fiz um filme sobre o poema que era sobre o filme visto antes do encontro. 

voilà, pra resumir, tem o "boy meets girl" 
com um pouco do geistertrio do beethoven, da pina, do beckett.

poema do livro câmera lenta