Peça musical de Rodolfo Caesar sobre o poema "Aquário"
(do livro 20 poemas para o seu walkman)
https://soundcloud.com/marilia-garcia-205759923/aquario-de-rodolfo-caesar
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Aquário -- Rodolfo Caesar
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domingo, 8 de outubro de 2017
Hokusai -- Anne Carson
A raiva é um nó no peito
mas que pode ser desfeito.
Hokusai, aos 83 anos,
disse,
está na hora de fazer os meus leões.
Todas as manhãs
até sua morte
219 dias depois
ele desenhou
um leão.
Rajadas de vento sopravam do noroeste.
Leões balançavam
e saltavam
do alto
dos pinheiros
para as ruas
cobertas de
neve ou se
estatelavam
sobre a cabana dele,
as patas brancas
ferindo as estrelas
ao cair.
Eu sigo desenhando
em busca
de um dia calmo,
dizia Hokusai
enquanto os leões tombavam.
**
do livro "Men in the off hours"
escrevi um pouco sobre este poema aqui.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Câmera lenta [2017]
Câmera lenta [São Paulo: Companhia das letras, 2017]
vencedor do Prêmio Oceanos 2018
(veja aqui o anúncio do prêmio)
Leia o poema-abertura, "Hola, spleen", na revista Piauí de agosto
resenhas/leituras:
* resenha do livro, por Juliana Bratfisch, na Folha de S. Paulo
* resenha do livro, por Luiz Cláudio Soares de Oliveira, no wordpress Desapresse
* resenha do livro, por Rafael Zacca, no site Escamandro
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Uma equação no Hyde Park – Marília Garcia
(Poema do livro "Câmera lenta" (no prelo!), com algo de Jaroslav Seifert, Leos Carax, Google e Normandia.)
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segunda-feira, 10 de julho de 2017
Filosofia – Jaroslav Seifert
Lembre-se dos sábios filósofos
A vira dura só um instante
Mas quando espero minha namorada
É uma eternidade
A vira dura só um instante
Mas quando espero minha namorada
É uma eternidade
segunda-feira, 3 de julho de 2017
"O que ela vê quando fecha os olhos?" -- Marília Garcia
trechinho do poema "Pelos grandes bulevares" (do livro câmera lenta)
com algo de gertrude stein, de anohny, de godard e da via dutra...
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Por que não sou pintor? – Frank O'Hara
Não sou pintor, e sim
poeta.
Por quê? Acho que eu
preferia
ser pintor, só que não
sou. Bem,
por exemplo, o Mike
Goldberg
está começando um
quadro. Vou lá.
“Senta e bebe alguma
coisa”, ele
diz. Bebo. Bebemos. Eu
olho
pro quadro. “Você
escreveu SARDINHAS.”
“Tinha que pôr alguma
coisa ali.”
“Ah.” Os dias passam e
eu
vou lá de novo. O quadro
avança,
eu vou embora, e os dias
vão
passando. Eu volto. O
quadro está
pronto. “Cadê SARDINHAS?”
Só ficaram umas
letras. “Era demais”,
diz Mike.
Mas e eu? Um dia eu
penso numa
cor: LARANJA. Escrevo um
verso sobre
laranja. E logo é uma
página
inteira de palavras, não
versos.
Depois outra página.
Devia
haver muito mais, não
laranja, mas
palavras, sobre o horror
do laranja e
da vida. Os dias passam.
Está até
em prosa, sou poeta
mesmo. Meu poema
está pronto, e ainda nem
falei em
laranja. Doze poemas, e
o nome é
LARANJAS. E um dia numa galeria
vejo o quadro do Mike: SARDINHAS.
tradução de Paulo Henriques Britto
do livro Meu coração está no bolso
cuja capinha abre o post
traduzido por Beatriz Bastos e Paulo Henriques Britto
tradução de Paulo Henriques Britto
do livro Meu coração está no bolso
cuja capinha abre o post
traduzido por Beatriz Bastos e Paulo Henriques Britto
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